Publicado em Ano da Fé

CONFERÊNCIA DE D. ANTÔNIO: O CONCÍLIO VATICANO II NA VIDA DA IGREJA

No dia 12 de Abril de 2012, no auditório do Instituto Santa Cruz, sob a iniciativa das Irmãs do Instituto Coração de Jesus, aconteceu uma conferência com Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, Arcebispo Emérito de Goiânia, com o tema “Os 50 anos do Concílio na vida da Igreja”. A comunidade acadêmica, juntamente com as irmãs, assistiu atenta ao Arcebispo, que expôs, com grande propriedade, diversos aspectos desse grande momento da Igreja, do qual ele é um dos cerca de 10 brasileiros participantes (bispos e teólogos) ainda vivos.

Apresentamos aqui uma breve síntese de sua fala.

O concílio foi preparado com três anos de antecedência. Eram enviadas as cartas preparatórias que tratavam da doutrina da Igreja. João XXIII afirmou que o Concílio deveria ser eminentemente pastoral, pois nos outros concílios foram discutidas principalmente questões dogmáticas. Foram vários os documentos aprovados, dentre eles: 4 Constituições, 9 Decretos e  3 Declarações.

Dom Antônio nos relatou que, de início, os padres conciliares não aceitaram as propostas da comissão preparatória e nem os temas que seriam discutidos, colocando em questão o que deveria ser tratado. Surgiu então a discussão que deu origem às Constituições “Lumen Gentium”, sobre a Igreja, “Gaudium Et Spes”, sobre a Igreja no mundo de hoje, e a “Sacrosanctum Concilium”, sobre a Sagrada Liturgia.

Durante as discussões sobre a Liturgia, os padres conciliares não estavam aceitando que o latim desse lugar, nas celebrações e sacramentos, à língua vernácula. Em um dia de sessão, um bispo de rito oriental celebrou a Santa Missa na língua própria do rito. Depois dessa missa, um padre conciliar tomou a palavra e perguntou se alguém havia entendido. Ressaltou ser essa a situação do povo em nossas igrejas, ao assistia às celebrações sem as compreender. Esta simples experiência antecedeu a aprovação, quase por unanimidade, da Constituição que trata sobre a Liturgia.

Dom Antônio destacou ainda algo muito importante: antes do Concílio, a participação dos leigos era pequena; este propiciou uma melhor participação tanto na liturgia como em toda a vida da Igreja.

O Concílio Vaticano II foi verdadeiramente fruto da inspiração divina: Deus inspirou os bispos que participaram dele. Os frutos são visíveis na Igreja e na vida dos fiéis. Ainda não conseguimos seguir de forma ideal as orientações que surgiram no Concílio, mas devemos continuar na busca para colher os frutos do Concílio não só com estudos, mas principalmente na vida.

 Jorgge Eduardo Ulisses de Resende[1]


[1] Seminarista da Diocese de Jataí, no 1º ano de Filosofia no IFTSC.

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Autor:

Instituto de formação de sacerdotes e religiosos da Província Eclesiástica de Goiânia.

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