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A coisificação do corpo em M. Foucault

O corpo em Michel Foucault aparece nos trabalhos relativos aos seus estudos sobre o poder. Rigorosamente o termo coisificação do corpo não aparece nestes estudos. Não se trata, pensa Foucault, de ver no poder uma prática que reduziria o corpo a uma coisa, um objeto inerte. Ao contrário, o corpo é uma realidade histórica, o que quer dizer, ao mesmo tempo, política; é uma realidade sobre a qual o poder investe, que tem nele e através dele a sua realização. Foucault rejeita a noção naturalista de que o corpo é uma entidade cuja estrutura e necessidades sejam fixas, mas não tão instável ao ponto de as práticas sociais de nossa cultura não desenvolverem técnicas e mecanismos sofisticados de controle por considerável período de tempo. Deste modo, nosso autor considera que o corpo é o lugar onde tais práticas, ínfimas e localizadas se colocam em relação com o modo pelo qual o poder se organiza. Enquanto mergulhado num campo político, pode-se tê-lo como locus em que se defrontam estratégias de luta, de efeitos e contra efeitos de poder.

                                  Por Pe. Cristiano Faria dos Santos 

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