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Papa Francisco e Javier Zanetti marcam jogo pela paz – A partida pode ter a presença de Elionel Messi

Javier Zanetti presenteia o Papa Francisco com a camisa da Internazionale de Milão
Javier Zanetti presenteia o Papa Francisco com a camisa da Internazionale de Milão

Crédito: Rádio Vaticana

Na próxima segunda-feira, 1º de setembro, às 20h45 locais, Estádio Olímpico de Roma. Dois times ricos de campeões entrarão em campo, não um time contra o outro, mas juntos em favor da paz. Jogadores de várias nacionalidades aderem à iniciativa. A arrecadação será destinada ao projeto “Uma alternativa de vida”, promovido pela “Scholas Occurentes”, entidade educacional fortemente querida pelo Papa Francisco e pela associação “Pupi” fundada pelo ex-jogador argentino Javier Zanetti e sua esposa Paula.

“Esta manhã de segunda-feira, ao falar com o Santo Padre sobre este encontro com vocês, pediu-me para agradecer-lhes por terem aderido a essa iniciativa que quer ser uma ulterior aposta em favor da paz. Como se sabe, foi o próprio Papa Francisco quem lançou esta proposta: organizar uma partida inter-religiosa, uma partida amistosa entre jogadores de todos os times e de todas as religiões e confissões cristãs. “Scholas” (Scholas Ocurrentes) busca a construção de uma rede de intercâmbio de projetos educacionais e de valores para favorecer a cultura do encontro e a cultura da paz. Eis o motivo pelo qual o Papa quis que antes de toda e qualquer partida se plantasse, mesmo de modo simbólico, uma oliveira; como a que ele – quando era arcebispo de Buenos Aires no Ano Santo, no ano 2000 – plantou na Plaza de Mayo junto a sete mil alunos de várias escolas – estatais e não-estatais – e na presença de representantes de outras religiões.”, afirmou monsenhor Guillermo Karcher.

Ezequiel Lavezzi, Andrea Pirlo, Lionel Messi são alguns dos jogadores que na próxima segunda-feira entrarão em campo por ocasião da partida em favor da paz, inspirada pelo Santo Padre e organizada por seu compatriota Javier Zanetti.

Disponível em: http://www.news.va/pt/news/uma-partida-de-futebol-em-honra-ao-papa-forte-mens
Acesso em: 29/08/2014

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Projeto e-Bible inova em tecnologia para transmitir a mensagem do Evangelho

Informações: Comunidade Shalom

Uma bíblia totalmente ilustrada em forma de e-book com efeitos audiovisuais é o projeto audacioso e-Bible. O Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais divulgou a iniciativa como um “desafio artístico, cultural e teológico”, já que é a primeira vez que a bíblia será ilustrada livro a livro, em sua totalidade.

 

O projeto encabeçado pelo teólogo espanhol Xoán Manuel Neira Pérez pretende chegar a 40 mil ilustrações quando finalizado. De acordo com Pérez, diretor do e-Bible a iniciativa pode ser definida como “uma plataforma de difusão e revolução tecnológica da Bíblia, que se insere diretamente nas formas e meios próprios deste tempo, do século XXI”. Os e-books do e-Bible podem ser lidos em dispositivos móveis como os celulares e tablets.

 

As ilustrações estão sendo desenvolvidas por um grupo de pintores, cada uma delas vai acompanhada de um texto correspondente da Bíblia com áudios, efeitos sonoros, música, narradores e personagens. Alguns conteúdos terão ainda uma interpretação teológica.

 

O projeto inclui também a Lectio e-Bible, que oferece em formato audiovisual uma leitura profunda e meditativa das passagens bíblicas. “Trata-se de uma leitura enriquecida com o material gráfico e audiovisual dos e-books da e-Bible, que se desenvolve nas fases de leitura, meditação, oração, contemplação e ação”, destaca a página do projeto.

 

O e-Bible está integrado com as redes sociais para favorecer a maior inteiração com os usuários do projeto, com o objetivo de criar uma comunidade de leitores interessados nas Sagradas Escrituras.

 

No site www.ebiblefoundation.org, disponível em espanhol e inglês, é possível acessar os conteúdos do e-Bible, com explicações sobre como baixar os materiais.

 

Disponível em: http://www.comshalom.org/projeto-e-bible-inova-em-tecnologia-para-transmitir-mensagem-evangelho/

Acesso em: 27/08/2014

 

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Em Angelus deste domingo, Papa Francisco destaca fé “fiável” de Pedro e convida fieis seguirem o exemplo do Apóstolo

Informações: Rádio Vaticana (com adaptações)
Roma, 24 de agosto de 2014

Na sua alocução, Papa Francisco comentou o Evangelho deste domingo (Mateus 16), em que Simão, em nome dos Doze, professa a sua fé em Jesus como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Considerando “feliz” por esta sua fé, reconhecendo nela um dom do Pai, Jesus atribui-lhe um novo nome – Pedro (Kefa), Rocha. Palavra que a Bíblia referia a Deus.

Jesus aplica-a a Simão, não pelas suas qualidades ou méritos humanos, mas sim pela sua fé genuína e firme, que lhe vem do alto. Reconhece que Deus Pai deu a Simão uma fé fiável, sobre a qual Ele, Jesus, poderá construir a sua Igreja, isto é, a sua comunidade. Para iniciar a sua Igreja, Jesus tem necessidade de encontrar nos discípulos uma fé sólida,fiável.

“O Senhor tem em mente a imagem da construção, a imagem da comunidade como um edifício. É por isso que, quando sente a profissão de fé nítida de Simão, o chama rocha, e exprime a intenção de construir a Igreja sobre esta fé”: o que aconteceu de modo único em São Pedro, acontece também em cada cristão que matura uma fé sincera em Jesus o Cristo, o Filho do Deus vivo. O Evangelho de hoje interpela também cada um de nós. Se o Senhor encontrar no nosso coração uma fé – não digo perfeita, mas sincera, genuína, então Ele vê também em nós pedras vivas com as quais construir a sua comunidade. A pedra fundamental desta comunidade é Cristo, pedra angular e única.

Disponível em: http://www.news.va/pt/news/ao-angelus-papa-fala-da-fe-fiavel-de-pedro-e-recor

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Eleitor brasileiro tem memória curta e não reconhece os políticos fichas sujas

Políticos brasileiros exploram a memória curta dos eleitores
Políticos brasileiros exploram a memória curta dos eleitores

 

Segundo os jornalistas Edson Sardinha e Hícaro Teixeira, do sítio Congresso em Foco (1), há uma lista de 423 políticos com problemas nos seus respectivos registro de candidaturas, devido a contas rejeitadas, condenações criminais e improbidade administrativas. E podem ter suas candidaturas impugnadas.

 

De acordo com o jornalista João Lemes: “o simples pedido de impugnação (da candidatura) não significa que por si só, que o candidato é ficha suja – […] pois boa parte do pedidos já foi negada pelos em primeira instância e candidaturas deferidas pelos Tribunais Regionais Eleitorais; (o que consiste em) um indicativo de algo está errado na vida pública ( do candidato) Informações que devem ser levadas em conta pelos eleitores na hora de definir o voto” (2).

Lemes continua: “ o leitor nem sempre leva em conta e passado do candidato . Há cerca de um ano vimos as ruas do País serem tomadas por protestos que tinham como um dos principais itens exatamente a moralização da política. Palavras como fim da corrupção e moralização das gestões públicas eram comuns nessas manifestações. Agora, a menos de dois meses das eleições, vemos políticos que têm em seus currículos este tipo de ações com seus nomes respaldados pelas pesquisas de intenções de voto. O que será que se passa na cabeça do eleitor?.” (3)

 

(1) Disponível em: congressoemfoco.uol.com.br/noticias/saiba-quem-sao-os-candidatos-contestados-em-todo-o-pais-com-base-na-lei-da-ficha-limpa/
Acesso em: 22/08/2014
(2) Disponível em: http://www.opopular.com.br/editorias/opiniao/da-reda%C3%A7%C3%A3o-1.146390/o-eleitor-e-os-fichas-sujas-1.635816
Acesso em: 22/08/2014
(3) Id., ib.

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Catequese com o Papa Francisco

Papa Francisco
Papa Francisco

CATEQUESE
Sala Paulo VI – Vaticano
Quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãs e irmãos, bom dia!

Nos dias passados, realizei uma viagem apostólica à Coreia e hoje, junto com vocês, agradeço ao Senhor por este grande presente. Pude visitar uma Igreja jovem e dinâmica, fundada no testemunho dos mártires e animada pelo espírito missionário, em um país onde se encontram antigas culturas asiáticas e a perene novidade do Evangelho: encontram-se ambas.

Desejo novamente exprimir a minha gratidão aos queridos irmãos bispos da Coreia, à senhora Presidente da República, às outras autoridades e a todos aqueles que colaboraram para esta visita.

O significado desta viagem apostólica pode ser condensado em três palavras: memória, esperança, testemunho.

A República da Coreia é um país que teve um notável e rápido desenvolvimento econômico. Os seus habitantes são grandes trabalhadores, disciplinados, organizados e devem manter a força herdada dos seus antepassados.

Nesta situação, a Igreja é guardiã da memória e da esperança: é uma família espiritual na qual os adultos transmitem aos jovens a chama da fé recebida pelos idosos; a memória dos testemunhos do passado se torna novo testemunho no presente e esperança de futuro. Nessa perspectiva, podem-se ler os dois eventos principais desta viagem: a beatificação dos 124 mártires coreanos, que se somam àqueles já canonizados há 30 anos por São João Paulo II; e o encontro com os jovens por ocasião da 6ª Jornada da Juventude Asiática.

O jovem é sempre uma pessoa em busca de algo pelo qual valha a pena viver, e o mártir dá testemunho de algo, antes, de Alguém por quem vale a pena dar a vida. Esta realidade é o Amor de Deus, que se fez carne em Jesus, a Testemunha do Pai. Nos dois momentos da viagem dedicados aos jovens, o Espírito do Senhor Ressuscitado nos encheu de alegria e de esperança, que os jovens levarão a seus diversos países e que farão tão bem!

A Igreja na Coreia guarda também a memória do papel primário que tiveram os leigos, seja nos primórdios da fé, seja na obra de evangelização. Naquela terra, de fato, a comunidade cristã não foi fundada por missionários, mas por um grupo de jovens coreanos da segunda metade de 1700, os quais ficaram fascinados com alguns textos cristãos, os estudaram a fundo e os escolheram como regra de vida. Um deles foi enviado a Pequim para receber o Batismo e depois este leigo batizou na sua volta os companheiros. Daquele primeiro núcleo, desenvolveu-se uma grande comunidade que, desde o início e por cerca de um século, sofreu violentas perseguições, com milhares de mártires. Deste modo, a Igreja na Coreia se baseia na fé, no engajamento missionário e no martírio dos fiéis leigos.

Os primeiros cristãos coreanos foram propostos como modelo à comunidade apostólica de Jerusalém, praticando o amor fraterno que supera toda diferença social. Por isso, encorajei os cristãos de hoje a serem generosos na partilha com os mais pobres e os excluídos, segundo o Evangelho de Mateus no capítulo 25: “Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (v. 40).

Queridos irmãos, na história da fé na Coreia, vê-se como Cristo não anula as culturas, não suprime o caminho dos povos que através dos séculos e dos milênios procuram a verdade e praticam o amor por Deus e pelo próximo. Cristo não extingue aquilo que é bom, mas o leva adiante, leva-o a seu cumprimento.

Em vez disso, aquilo que Cristo combate e vence é o maligno, que semeia a discórdia entre os homens, entre os povos; que gera exclusão por causa da idolatria do dinheiro; que semeia o veneno do nada nos corações dos jovens. Isto sim, Jesus Cristo o combateu e o venceu com o seu sacrifício de amor. E se permanecermos n’Ele, em Seu amor, nós também, como os mártires, poderemos viver e testemunhar Sua vitória. Com essa fé, rezamos e também agora rezemos por todos os filhos e filhas da terra coreana que sofrem as consequências de guerras e divisões, para que possam realizar um caminho de fraternidade e plena reconciliação.

Esta viagem foi iluminada pela festa de Maria Assunta ao Céu. Do alto, onde reina com Cristo, a Mãe da Igreja acompanha o caminho do povo de Deus, apoia os passos mais cansativos, conforta quantos estão à prova e tem aberto o horizonte da esperança. Por sua materna intercessão, o Senhor abençõe sempre o povo coreano, dê-lhe paz e prosperidade; e abençõe a Igreja que vive naquela terra, para que seja sempre fecunda e cheia da alegria do Evangelho.

 

Fonte: Canção Nova

Disponível em: http://papa.cancaonova.com/catequese-com-o-papa-francisco-200814/

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“Ampliar a evangelização nas universidades e escolas é meta da Comissão para a Juventude”, afirma dom Dom Eduardo Pinheiro.

 

Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande e referencial do Setor Juventude da CNBB. Fonte: sítio da Diocese de S. José dos Campo-SP
Dom Eduardo Pinheiro, bispo auxiliar de Campo Grande e referencial do Setor Juventude da CNBB. Fonte: sítio da Diocese de S. José dos Campo-SP.

 

Por: William Sousa
Informações: Setor Juventude da CNBB, com adaptações
Sexta-feira, 01 de agosto de 2014.

O bispo auxiliar de Campo Grande e referencial do Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, em sua carta mensal sobre a evangelização da juventude, motivou os jovens para articulação de atividades de evangelização em universidades e escolas de ensino médio, que segundo o bispo, estão “carentes da presença da Igreja em sua missão de educadora”.
Segundo o bispo, mais do que nunca, a Igreja está sendo chamada a entrar no mundo acadêmico e universitário e exercer sua vocação na história de iluminar a vida, defender os princípios que a dignificam e defendê-la de ideologias relativistas, discriminatórias, manipuladoras, tendenciosas, reducionistas. “À medida que avança o processo de escolaridade, em especial na fase universitária, os jovens se fascinam pela racionalidade das ciências e tecnologias, pela eficiência e organização da sociedade produtiva e do mercado, pelo compromisso com a transformação social, de tal forma que sua fé pode entrar, em alguns casos, em conflito com a razão; mas pode, também, amadurecer com a contribuição dessa razão.” (Doc. 85 CNBB, 219) Eis algumas sugestões que poderiam fazer a diferença nestes ambientes:

1) (Com isso), pode-se criar, a partir dos próprios universitários engajados na paróquia, subsídios práticos (folders, spots, vídeos, etc.) sobre os conteúdos fundamentais da Doutrina Social da Igreja para serem divulgados de maneira rápida nos ambientes eclesiais e universitários, bem como pelas redes sociais.
2) Além disso, divulgar os documentos e mensagens da Igreja que versam sobre diversas áreas socioculturais, facilitar sua aquisição e incentivar a leitura, principalmente entre os jovens, para que tomem consciência da posição católica frente a todos os campos que atingem a vida da pessoa humana.
3) E por fim, promover fóruns e seminários nos estabelecimentos de ensino superior localizados no território paroquial, contribuindo com aprofundamento de temas mais polêmicos com relação à bioética, política, economia, cidadania, sexualidade, etc..

Fonte: http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais-1/juventude-1/14676-ampliar-a-evangelizacao-nas-universidades-e-escolas-e-meta-da-comissao-para-a-juventude

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Homilia da Missa final do Papa Francisco na viagem à Coreia. Seul, 18 de agosto de 2014.

Papa Francisco. Fonte: TV Canção Nova: Reprodução
Papa Francisco. Fonte: TV Canção Nova: Reprodução

Informações: Rádio Vaticana

Queridos irmãos e irmãs!
A minha estadia na Coreia está a chegar ao fim e não posso deixar de agradecer a Deus pelas muitas bênçãos que concedeu a este amado país e, de maneira particular, à Igreja na Coreia. De entre tais bênçãos, conservo de modo especial a experiência, que vivemos juntos nestes últimos dias, da presença de tantos jovens peregrinos originários de todas as partes da Ásia. O seu amor por Jesus e o seu entusiasmo pela propagação do seu Reino foram uma inspiração para todos.
A minha visita culmina agora nesta celebração da Santa Missa, em que imploramos de Deus a graça da paz e da reconciliação. Esta oração reveste-se de particular ressonância na Península Coreana. A Missa de hoje é, sobretudo e principalmente, uma oração pela reconciliação nesta família coreana. Jesus diz-nos, no Evangelho, como é poderosa a nossa oração, quando dois ou três se reúnem em seu nome para pedir qualquer coisa (cf. Mt 18, 19-20). Muito mais o será, quando um povo inteiro eleva a sua instante súplica ao céu!
A primeira leitura apresenta a promessa feita por Deus de restaurar na unidade e na prosperidade um povo disperso pela desgraça e a divisão. Para nós, como para o povo de Israel, é uma promessa cheia de esperança: indica um futuro que Deus está desde já a preparar para nós. Mas esta promessa está inseparavelmente ligada com um mandamento: o mandamento de retornar a Deus e obedecer de todo o coração à sua lei (cf. Dt 30, 2-3). O dom divino da reconciliação, da unidade e da paz está inseparavelmente ligado à graça da conversão: trata-se de uma transformação do coração, que pode mudar o curso da nossa vida e da nossa história, como indivíduos e como povo.
Nesta Missa, naturalmente escutamos essa promessa no contexto da experiência histórica do povo coreano, uma experiência de divisão e conflito que já dura há mais de 60 anos. Mas o premente convite de Deus à conversão chama também os seguidores de Cristo na Coreia a examinarem-se sobre a qualidade da sua contribuição para a construção duma sociedade justa e humana. Chama cada um de vós a reflectir sobre o testemunho que dá, como indivíduo e como comunidade, de compromisso evangélico com os desfavorecidos, os marginalizados, com aqueles que não têm emprego ou estão excluídos da prosperidade que muitos usufruem. Chama-vos, como cristãos e como coreanos, a repelir com firmeza uma mentalidade fundada sobre a suspeita, a confrontação e a competição, optando antes por favorecer uma cultura plasmada pelo ensinamento do Evangelho e pelos mais nobres valores tradicionais do povo coreano.
No Evangelho de hoje, Pedro pergunta ao Senhor: «Quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?» O Senhor responde: «Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18, 21-22). Estas palavras tocam o coração da mensagem de reconciliação e de paz indicada por Jesus. Obedientes ao seu mandamento, pedimos diariamente ao nosso Pai do Céu que perdoe os nossos pecados, «assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido». Mas, se não estivéssemos prontos a fazer o mesmo, como poderíamos honestamente rezar pela paz e a reconciliação?
Jesus pede-nos para acreditar que o perdão é a porta que leva à reconciliação. Quando nos manda perdoar aos nossos irmãos sem qualquer reserva, pede-nos para fazer algo de totalmente radical, mas dá-nos também a graça de o cumprir. Aquilo que, visto duma perspectiva humana, parece ser impossível, impraticável e às vezes até repugnante, Jesus torna-o possível e frutuoso com a força infinita da sua cruz. A cruz de Cristo revela o poder que Deus tem de superar toda a divisão, curar toda a ferida e restaurar os vínculos originais de amor fraterno.
Assim, a mensagem que vos deixo no final da minha visita a Coreia é esta: tende confiança na força da cruz de Cristo; acolhei nos vossos corações a sua graça reconciliadora e partilhai-a com os outros. Peço-vos que deis um testemunho convincente da mensagem reconciliadora de Cristo nas vossas casas, nas vossas comunidade e em todas as esferas da vida nacional. Estou confiante que vós, num espírito de amizade e cooperação com os outros cristãos, com os seguidores de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade que têm a peito o futuro da sociedade coreana, sereis fermento do Reino de Deus nesta terra. Então as nossas orações pela paz e a reconciliação subirão até Deus de corações mais puros e, pelo dom da sua graça, hão-de alcançar aquele bem precioso por que todos suspiramos.
Por isso, rezemos pelo aparecimento de novas oportunidades de diálogo, encontro e superação das diferenças, por uma incessante generosidade na prestação de assistência humanitária aos necessitados, e por um reconhecimento sempre mais vasto de que todos os coreanos são irmãos e irmãs, membros duma única família e dum único povo.
Antes de deixar a Coreia, quero agradecer à Senhora Presidente da República, às Autoridades civis e eclesiásticas e a todos aqueles que de alguma forma ajudaram a tornar possível esta visita. De modo especial, quero dirigir uma palavra de gratidão pessoal aos sacerdotes da Coreia, que diariamente se empenham no serviço do Evangelho e na edificação da fé, da esperança e da caridade do Povo de Deus. A vós, como embaixadores de Cristo e ministros do seu amor de reconciliação (cf. 2 Cor 5, 18-20), peço que continueis a construir laços de respeito, confiança e cooperação harmoniosa nas vossas paróquias, entre vós e com os vossos Bispos. O vosso exemplo de um amor sem reservas ao Senhor, a vossa fidelidade e dedicação ao ministério, bem como o vosso empenhamento caritativo com os necessitados contribuem enormemente para a obra de reconciliação e paz neste país.
Queridos irmãos e irmãs, Deus chama-nos a voltar para Ele e a escutar a sua voz, e promete estabelecer-nos sobre a terra numa paz e prosperidade maiores, como os nossos antepassados nunca conheceram. Possam os seguidores de Cristo na Coreia preparar a alvorada daquele dia novo em que esta terra do calmo amanhecer gozará das mais ricas bênçãos divinas de harmonia e de paz! Amém

Fonte: http://www.news.va/pt/news/homilia-da-missa-final-da-viagem-a-coreia-seul-18