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IGREJA, LUGAR DE HOMEM!

http://www.homemcatolico.com.br/igreja-lugar-de-homem/
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Há alguns anos, quando eu ainda insistia em manter as amizades infrutíferas, ouvi uma pergunta que me fez refletir, em tom de deboche:
-Mau, quantos homossexuais há em seu grupo de amigos da Igreja?

A resposta foi na lata, antes que eu pagasse minha parte da conta e abandonasse a mesa, já que o indivíduo não parava de me confrontar impedindo qualquer conversa saudável que miraculosamente pudesse surgir:

-Cara, se há algum, eu não conheço. Mas mesmo que houvesse, seríamos amigos porque na Igreja eu aprendi a amar as pessoas reprovando-lhes os erros!

Tomei o último gole da cerveja na tentativa de engolir também a provocação… Nada feito! Fui para casa refletindo o que significava aquilo que ele havia dito. Me senti culpado! Sim, nós homens permitimos que o mundo visse a Igreja como um lugar de maricas, de homens afeminados em busca de preencher o vazio que a carência lhes traz. Permitimos que a sociedade apagasse as memórias dos grandes homens que morreram em defesa da Madre Igreja. Quantos heróis, guerreiros e mártires durante todos esses séculos deixamos cair no esquecimento em troca de um diálogo politicamente correto com a sociedade pós-moderna. Como se fosse uma forma de provar que a Igreja não é machista, homofóbica, opressora, e demais adjetivos que não saem da boca dos canalhas.

A solução seria não acolher os afeminados? Claro que não! Deus os ama e os acolhe como filhos, e nós estamos ali para cumprir os desígnios do Altíssimo, por isso nunca deveríamos deixar de acolher qualquer pecador que seja. Mas que não deixássemos que eles fossem um parâmetro, um orgulho, que eles fossem a cara da Santa Igreja! Foi quando eu percebi que era necessário tomar essa bandeira, dar a cara a tapa, morrer pela reputação do Corpo Místico de Cristo que é constantemente ridicularizado atualmente.

Além de tomarmos frente e gritar ao mundo que a Igreja é lugar de macho, devemos lutar para desintoxicá-la dos produtos da perniciosidade mundana, cito-os: Criminosos travestidos de padres, movimentos de esquerda trazidos pela teologia da libertação, falsos profetas criados pela necessidade pessoal de certas pessoas, e por fim, o próprio relativismo moral amplamente instaurado em grupos e movimentos.

Homens, é Cristo que chama. Tá na hora de virar o barco do modernismo, mostrar que a tradição tem vez e que ser macho mesmo é ser de Deus, ser homem é viver a castidade, proteger (e não usar) nossas mulheres, ter uma só palavra de lealdade e respeito com o próximo, condenar todo tipo de injustiça, arrepender-se de seus pecados e confessá-los, buscar os sacramentos, educar a família nos valores tradicionais da doutrina cristã, promover a paz, a caridade e o perdão. Está na hora, meus queridos confrades, de mostrarmos quem são os verdadeiros homens da Santa Igreja Católica, os templários do século XXI…

Está é a hora de resgatar O HOMEM CATÓLICO!

Igreja, Lugar de Homem!


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Viagem nos Estados Unidos

Goiânia,25 de Setembro de 2015, às 09h15.

No Congresso dos Estados Unidos, em Washington, o Papa pronunciou esta quinta-feira (24/09) um de seus mais importantes discursos desta 10ª viagem apostólica internacional.

Tratou-se de uma visita inédita, pois Francisco é o primeiro Pontífice a dirigir-se aos membros do Senado e da Câmara estadunidenses. Por representarem a nação, o pronunciamento do Papa aos políticos constitui um “diálogo” com todo o povo dos Estados Unidos, enredado a partir de quatro personalidades que marcaram a história do país: Abraham Lincoln, Martin Luther King, Dorothy Day e Thomas Merton.

Liberdade

Citando o “guardião da liberdade”, Abraham Lincoln, Francisco advertiu para dois perigos que assolam o mundo: o fundamentalismo e o reducionismo simplista.

Quanto ao fundamentalismo, o Papa afirmou que esta pode ser inclusive religiosa e pediu “equilíbrio” para se combater a violência perpetrada em nome de uma religião, de uma ideologia ou de um sistema econômico. Já o reducionismo simplista divide o mundo em dois polos: o bem e mal, ou justos e pecadores. “Sabemos que, na ânsia de nos libertar do inimigo externo, podemos ser tentados a alimentar o inimigo interno. Imitar o ódio e a violência dos tiranos e dos assassinos é o modo melhor para ocupar o seu lugar.”

Francisco propõe coragem e inteligência para se resolver as muitas crises econômicas e geopolíticas de hoje, em que os países desenvolvidos também sentem as consequências. Para estar a serviço da pessoa, recordou, a política não pode se submeter à economia e à finança.

Imigração

A luta de Martin Luther King por plenos direitos para os afro-americanos levou o Papa a falar dos imigrantes. “Aquele sonho continua a inspirar-nos”, disse Francisco, citando a maior “crise de refugiados” desde os tempos da II Guerra Mundial.

“Também neste continente, milhares de pessoas sentem-se impelidas a viajar para o Norte à procura de melhores oportunidades. Porventura não é o que queríamos para os nossos filhos? Não devemos deixar-nos assustar pelo seu número, mas antes olhá-los como pessoas, procurando responder o melhor que pudermos às suas situações”, ressaltou o Pontífice, reafirmando o valor da regra de ouro: «O que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles» (Mt 7, 12).”

Pena de morte

“Se queremos segurança, demos segurança; se queremos vida, demos vida; se queremos oportunidades, providenciemos oportunidades. A medida que usarmos para os outros será a medida que o tempo usará para conosco.” Para Francisco, isso vale também para a pena de morte, cuja abolição representa a melhor via.

“Recentemente, os meus irmãos bispos aqui nos Estados Unidos renovaram o seu apelo pela abolição da pena de morte. Não só os apoio, mas encorajo também todos aqueles que estão convencidos de que uma punição justa e necessária nunca deve excluir a dimensão da esperança e o objetivo da reabilitação.”

Pobreza e degradação ambiental

O engajamento da Serva de Deus Dorothy Day, que fundou o Movimento Operário Católico, inspirou o Papa a falar da justiça, da pobreza e de suas causas, entre as quais a distribuição da riqueza e a degradação ambiental.

Citando sua Encíclica Laudato si, Francisco exortou os políticos e o povo estadunidense a “mudar de rumo”.

“Estou convencido de que podemos fazer a diferença e não tenho dúvida alguma de que os Estados Unidos – e este Congresso – têm um papel importante a desempenhar. Agora é o momento de empreender ações corajosas e uma abordagem integral para combater a pobreza, devolver a dignidade aos excluídos e, simultaneamente, cuidar da natureza.”

Conflitos

Por fim, o Papa citou o testemunho do monge cisterciense Thomas Merton para falar da necessidade do diálogo.

Aludindo à reaproximação dos Estados Unidos com Cuba, Francisco “saudou” os esforços que se fizeram nos últimos meses para procurar superar “diferenças históricas” ligadas a episódios “dolorosos do passado”. “É meu dever construir pontes e ajudar, por todos os modos possíveis, cada homem e cada mulher a fazerem o mesmo”, afirmou, destacando que medidas do gênero exigem coragem e audácia.

Comércio de armas

Comprometer-se com o diálogo, acrescentou, significa acabar com tantos conflitos armados em todo o mundo. Francisco é claro e não usa meias-palavras: “Por que motivo se vendem armas letais àqueles que têm em mente infligir sofrimentos inexprimíveis a indivíduos e sociedade? Infelizmente a resposta, como todos sabemos, é apenas esta: por dinheiro; dinheiro que está impregnado de sangue, e muitas vezes sangue inocente. Perante este silêncio vergonhoso e culpável, é nosso dever enfrentar o problema e deter o comércio de armas”.

Famílias

O Papa concluiu seu discurso falando do motivo que o levou aos Estados Unidos, isto é, o Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia.

O Pontífice declara-se preocupado com as ameaças que a instituição familiar está recebendo, falando de modo especial dos jovens, que parecem desorientados e sem meta. “Os seus problemas são os nossos problemas. Não podemos evitá-los. (…) Deus abençoe a América!”

FONTE: Rádio Vaticano via arquidiocesedegoiania.org.br/

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É um pássaro? É um avião? Não! É o Padre Pio de Pietrelcina!

Por A Catequista 

Foto, Padre Pio

Ilustração: direitos reservados da ARNSG.

A Bíblia e a história da vida dos santos nos mostram que muitos santos e profetas receberam de Deus a capacidade de manifestar dons extraordinários. Os dons mais conhecidos são: o dom de cura, o dom de discernimento dos espíritos (saber o que se passa no coração de uma pessoa) e o dom de profecia. Mas e voar? Nunca ouvi falar de santo voador, até conhecer um episódio da vida de Padre Pio de Pietrelcina que é digno dos heróis da Marvel!

O local em que Padre Pio vivia – o convento San Giovani Rotondo – estava em região dominada pelos nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Naturalmente, toda essa região era alvo dos bombardeios das tropas americanas.

A população local se apegava à esperança de que, apesar do quadro desfavorável, Deus os pouparia do pior, em consideração à santidade do capuchinho estigmatizado. Muitos andavam com fotos de Padre Pio no bolso, com a fé de que, assim, ficariam imunes aos bombardeios. E a fé do povo simples, pelo visto, não foi em vão.

Diversos pilotos americanos e ingleses relataram que, ao sobrevoar Gargano, tiveram seus bombardeios frustrados por um misterioso frade, que lhes aparecia flutuando no céu, com as mãos erguidas, como se quisesse detê-los. Voltando às suas bases em Foggia e Bari, alguns o descreviam como “um anjo de barba, sem asas”, e outros achavam que era um fantasma.

São Padre Pio

Logo, os soldados souberam que ali próximo vivia Padre Pio, um frei com grande fama de santidade. Quatro oficiais americanos, protestantes, foram então visitá-lo, e o reconheceram como o homem que lhes apareceu nos ares. Outro milagre aconteceu: Padre Pio falou com eles em dialeto local, mas os homens juravam que ele havia conversado com eles em inglês. Eis o verdadeiro dom de línguas!

Depois desse fato, grande foi o número de soldados das tropas aliadas que vieram a San Giovani Rotondo. Muitos deles, sendo protestantes, se converteram ao catolicismo.

Convenhamos, um frade voador? Essa história seria um grande caô, um conto inverossímil, se não se tratasse de Padre Pio, o São Francisco de Assis do século XX.

 


 

Fontes: ALEGRI, Renzo. A tu per tu con Padre Pio. Mondadori Editore
NAVILLE, Pe Hamilton José (Coordenação). Padre Pio – Um anjo sem asas. ARNSG
– See more at: http://ocatequista.com.br/archives/15489#sthash.c7lPt8ki.dpuf
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ARTIGO: A RELIGIOSIDADE NA RECUPERAÇÃO DOS DEPENDENTES QUÍMICOS

Artigo disponibilizado pelo aluno do Instituto de Filosofia e Teologia – Santa Cruz,

Brenno França Borges*.

A ele nossos agradecimentos pela partilha do seu trabalho, fruto do seu curso de Filosofia.

fonte: http://centroderecuperacaonovavida.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html
 fonte:http://centroderecuperacaonovavida.blogspot.com.br/2010_12_01_archive.html

 

Resumo: Este artigo tem como tema: A influência da experiência religiosa na recuperação de pessoas dependentes químicas. O objetivo é compreender a influência da experiência religiosa no processo de recuperação das pessoas adictas as drogas. Encontram-se alguns aspectos das visões teóricas da psicologia sobre a importância da experiência religiosa para o indivíduo, de modo que sejam pontos a tornar possível, a compreensão dos diversos benefícios da religiosidade para a recuperação de adictos a droga. Também são ressaltados os principais fatores que levam o indivíduo ao uso de drogas e dados de pesquisas tanto nacionais quanto internacionais acerca da inegável proporção de pessoas que se recuperam mais rapidamente quando estão envolvidos a religiosidade. Além dos dados de que muitas pessoas nem se envolvem com drogas estando envolvidos com experiência religiosa. A partir de diversos teóricos, chega-se na compreensão de que a experiência religiosa na recuperação de adictos a droga é muito influente por trabalhar questões envolvendo o inconsciente, os afetos, o autodomínio, busca de sentido e amadurecimento humano, tocando pontos como alteridade e capacidade do alcance consciente de si para a harmonização das próprias instâncias humanas.

Palavras-chave: Religiosidade, influência, dependentes químicos, recuperação.

 

INTRODUÇÃO

Uma compreensão acerca da influência da religiosidade na recuperação de dependentes químicos é muito pertinente, pois o problema da dependência de drogas consideradas lícitas – no caso do álcool e cigarro no Brasil – e ilícitas na sociedade humana é atual e caracterizado como negativo, à medida que o uso de drogas afeta as funções psíquicas e biológicas e no caso de algumas drogas, chegam a destruir estas funções do indivíduo, levando o à morte. Este problema esta relacionado a questões sociais e culturais que movimentam uma rede de comercialização na sociedade atual, além de envolver valores éticos morais e estilos de vida.[1]

Como foi apontado por Sanchez e Nappo na revisão da literatura científica acerca da influência da religiosidade na recuperação de dependentes químicos e consumo de drogas, existem dados e estudos substânciais acerca da positividade da religiosidade ao bem-estar físico e mental do homem.[2] Apesar de haver muitos estudos e pesquisas quantitativas internacionais, especificamente, na abordarem sobre a influência da religiosidade no uso de drogas e recuperação, no Brasil não há muitos estudos nessa área[3]. Esse trabalho, embora se aproprie de dados quantitativos e pesquisas realizadas, tem um enfoque maior em trabalhar as repercussões internas da religiosidade na recuperação de dependentes químicos. Os dados são inegáveis recursos para atestação dos resultados dessas repercussões.

É preciso definir que a palavra religiosidade, embora dotada de uma complexidade pelas diversas abordagens teóricas[4], designará a concreção do fenômeno religioso, segundo a definição de Avila diante das definições de religião substantivas e funcionais, adotando os sentidos dados à religião por Thouless e Velasco, nos quais entra em questão a totalidade do homem e de suas instâncias, como afetivas, racionais e comportamentais[5]

Define-se ainda, que a palavra experiência designará vivência, conforme o sentido utilizado por Baungart e Amatuzzi ao recorrerem ao autor Valle, explicitando que seu significado como “de experiência dotada de sentido e valor evidente em si para um sujeito”[6]. Por isso ao dizer e experiência religiosa, trataremos especificamente da vivência dentro do aspecto da religiosidade, tratando também a significação interna da inserção do indivíduo a um grupo religioso.

Cabe citar ainda, parafraseando a citação que Baungart e Amatuzzi fazem de Benkö[7], que ‘como toda vivência religiosa envolve um ser humano’, a abordagem deste trabalho se deterá em analisar a experiência humana como objeto científico e não a conduta das religiões e muito menos entrar em questões que são próprias da teologia.

 

Artigo- Brenno Franca -clique aqui-

 


[1]     Márcia Maria Carvalho LUZ, A religiosidade vivenciada na recuperação de dependentes químicos, Campinas, 2007, p.17-19.

[2]     Zila van der Meer SANCHEZ; Solange Aparecida NAPPO, “A religiosidade, a espiritualidade e o consumo de drogas”, in Rev. Psiq. Clín., 2007, p. 74.

[3]     Idem; p. 76.

[4]     Antônio AVILA, Para conhecer a psicologia da religião. São Paulo, 2007, p. 71-79.

[5]     Idem, p. 13-14.

[6]     Thais de Assis Antunes BAUNGART; Mauro Martins AMATUZZI.  “Experiência Religiosa e Crescimento Pessoal: Uma Compreensão Fenomenológica”, in Revista de Estudos da Religião, 2007, p. 96.

[7]     Thais de Assis Antunes BAUNGART; Mauro Martins AMATUZZI,  op. cit., p. 96.

 

* Seminarista da Diocese de Jataí-Goiás, atualmente cursando o último período de Filosofia. 

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Papa participará de cerimônia com transexuais e bispo gay nos EUA

Americanos convidaram ativistas transexuais e o primeiro bispo episcopal assumidamente gay do país para cerimônia com o Papa na Casa Branca.
Fonte: http://i0.statig.com.br/bancodeimagens/4w/vg/9w/4wvg9wlj5kfgbv1gzmm8sgng0.jpg
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O Papa chegou no fim da tarde de terça-feira (22) aos Estados Unidos e foi recebido pelo presidente Barack Obama depois da viagem de quatro dias a Cuba.

Na última missa celebrada em Cuba, no Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, o Papa Francisco fez um apelo pela reconciliação e pelo ativismo e defendeu que a Igreja saia de seus templos para acompanhar a vida. “Queremos ser uma igreja que saia de casa para construir pontes, derrubar muros e semear a reconciliação”, disse.

O Papa foi aclamado pelo povo no caminho até o aeroporto. O presidente cubano, Raúl Castro, que não perdeu nenhuma celebração de Francisco na ilha, acompanhou todo o trajeto de Francisco até a despedida na escadaria do avião.

Em uma entrevista concedida durante o voo para os Estados Unidos, Francisco disse que espera que o Congresso americano encerre o bloqueio econômico à Cuba, mas que não pretende abordar o tema quando falar no Congresso na quinta-feira (24).

A chegada a Washington aconteceu no final da tarde de terça (22). O presidente Barack Obama foi pessoalmente à base área da capital americana para receber o pontífice, uma honra concedida a pouquíssimos chefes de Estado.

Depois o Papa embarcou em um pequeno carro econômico para ir à representação diplomática da Santa Sé, onde fica hospedado.

Na quarta-feira (23), Francisco vai ser recebido na Casa Branca. Ele e o presidente Obama vão conversar reservadamente sobre assuntos diversos, entre eles a imigração e a justiça social. Todo mundo que Obama e Francisco compartilham valores, a questão é como fazer com que esses valores se transformem em ações.

Nem tudo são flores. O encontro vai ter uma cerimônia pública e os americanos convidaram ativistas transexuais, o primeiro bispo episcopal assumidamente gay do país e uma freira que lidera um grupo contra a condenação do aborto e da eutanásia. O Vaticano não gostou nada dessa lista.

Fonte: g1.blobo.com

Edição do dia 22/09/2015
23/09/2015 02h04 – Atualizado em 23/09/2015 02h39
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ARTIGO: O BELO EM TOMÁS DE AQUINO: ATRIBUTO DIVINO PARTICIPADO PELAS CRIATURAS

    Artigo disponibilizado pelo aluno do Instituto de Filosofia e Teologia – Santa Cruz,

Rodrigo Lacerda Correa*.

A ele nossos agradecimentos pela partilha do seu trabalho, fruto do seu curso de Filosofia.

1476 --- St. Thomas Aquinas from by Carlo Crivelli --- Image by © National Gallery Collection; By kind permission of the Trustees of the National Gallery, London/CORBIS
1476 — St. Thomas Aquinas from by Carlo Crivelli — Image by © National Gallery Collection; By kind permission of the Trustees of the National Gallery, London/CORBIS

Resumo: O belo em Tomás de Aquino é compreendido a partir da sua noção de criação. Deus é o Belo por essência e todas as coisas participam da beleza divina por serem criaturas e terem Deus por causa eficiente, exemplar e final. Deus se apresenta como um artesão que cria as coisas dispondo-as com integridade, proporção e claridade. Esta última qualidade é a característica que auxilia a compreender que a Beleza não é apenas um bem desejado, mas um bem que é deleitável pelo conhecimento, o que lhe liga diretamente com a faculdade cognoscitiva, por se referir à verdade.

Palavras-chave: Tomás de Aquino, belo, criação, participação.

Introdução

Tomás de Aquino (1225-1274) é um filósofo e teólogo da Idade média, momento histórico marcado pelo domínio do cristianismo em todos os âmbitos do saber, inclusive na filosofia. Situa-se em um século (XIII) marcado pela recepção de Aristóteles no ocidente através dos comentadores árabes e das consequentes controvérsias sobre a possibilidade de conciliação entre aristotelismo e fé cristã.

Neste contexto, ele faz uma escolha positiva em relação a Aristóteles e por isso apresenta uma filosofia influenciada fortemente pelo Estagirita e pela fé cristã. Todos os âmbitos de sua filosofia se baseiam em uma metafísica fundamentada na existência de um ente transcendente que é causa de todos os outros entes: Deus.

O referido pensador, não escreveu nenhum livro específico para falar do Belo, mas podem-se achar textos referentes esparsos em muitas de suas obras. Neles o tema é tratado com uma referência moral e espiritual – como era típico do período antigo (NUNES, 1999). Por ser um filósofo cristão, e por consistir um anacronismo falar de uma estética medieval (SPEER, 2008), o conceito de “belo” é entendido em um sentido metafísico, expressamente relacionado ao tema da criação.

Esta pesquisa tem como referência principal a quinta lição do quarto capítulo do Comentário de Tomás de Aquino ao De Divinis Nominibus[1] (Acerca dos Nomes Divinos) do Pseudo-Dionísio Aeropagita. Ambos os textos (o de Tomás e o de Dionísio) giram em torno de dois pontos principais: “a) Deus é Belo e b) Deus é causa da Beleza de todas as criaturas”.[2] Também este texto se pautará fundamentalmente nestes pontos, acrescentando uma referência ao aspecto cognitivo do Belo.

Artigo Completo – Clique aqui –

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[1] Doravante Div. Nomi.

[2] “a) Dios es Bello y b) Dios es causa de la belleza de todas las criaturas.” (CLAVELL, 1984, p. 94). (Tradução minha)

* Seminarista da Arquidiocese de Goiânia-Goiás, atualmente cursando o 2º ano de Teologia.   

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CATEQUESE DO PAPA

PAPA FRANCISCO

AUDIÊNCIA GERAL

Praça São Pedro
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015

Caros irmãos e irmãs, bom dia!

Esta é a nossa reflexão conclusiva sobre o tema do matrimónio e da família. Estamos na vigília de eventos bons e exigentes, que estão directamente ligados a este grande tema: o encontro mundial das famílias em Filadélfia e o Sínodo dos Bispos aqui em Roma. Ambos têm uma importância mundial, que corresponde à dimensão universal do cristianismo, mas também ao alcance universal desta comunidade humana fundamental e insubstituível, que é a família.

Esta passagem de civilização está marcada pelos efeitos a longo prazo de uma sociedade administrada pela tecnocracia económica. A subordinação da ética à lógica do lucro dispõe de meios consideráveis e de um enorme apoio mediático. Neste cenário, uma nova aliança do homem e da mulher torna-se não apenas necessária, mas estratégica para a emancipação dos povos da colonização do dinheiro. Esta aliança deve voltar a orientar a política, a economia e a convivência civil! Ela decide a habitabilidade da terra, a transmissão do sentimento da vida, os vínculos da memória e da esperança.

Desta aliança, a comunidade conjugal-familiar do homem e da mulher é a gramática generativa, o «nó de ouro», poderíamos dizer. A fé obtém-na da sabedoria da criação de Deus, que confiou à família não o cuidado de uma intimidade com o fim em si mesma, mas o emocionante desígnio de tornar o mundo «doméstico». A família está no início, na base desta cultura mundial que nos salva; ela salva-nos de muitos ataques, destruições e colonizações, como a do dinheiro ou das ideologias que ameaçam em grande medida o mundo. A família é a base para se defender!

Da Palavra bíblica da criação tiramos a nossa inspiração essencial, nas breves meditações de quarta-feira sobre a família. Desta Palavra podemos e devemos haurir novamente, com amplitude e profundidade. É um grande trabalho que nos espera, mas também muito entusiasmante. A criação de Deus não é uma simples premissa filosófica: é o horizonte universal da vida e da fé! Não existe um desígnio divino diferente da criação e da sua salvação. Foi para a salvação da criatura — de cada criatura — que Deus se fez homem: «Para nós, homens, e para a nossa salvação», como reza o Credo. E Jesus ressuscitado é «o primogénito de toda a criação» (Cl 1, 15).

O mundo criado foi confiado ao homem e à mulher: o que acontece entre eles marca tudo. A rejeição da bênção de Deus chega fatalmente a um delírio de omnipotência que arruína tudo. A isto chamamos «pecado original». E todos vimos ao mundo na herança desta doença.

Não obstante isto, não somos malditos, nem estamos abandonados a nós mesmos. A este propósito, a antiga narração do primeiro amor de Deus pelo homem e pela mulher já continha páginas escritas com o fogo! «Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela» (Gn 3, 15a). Sãs as palavras que Deus dirige à serpente enganadora, encantadora. Mediante estas palavras, Deus marca a mulher com uma barreira protectora contra o mal, à qual ela pode recorrer — se quiser — em cada geração. Quer dizer que a mulher traz consigo uma bênção secreta e especial, para a defesa da sua criatura do Maligno! Assim como a Mulher do Apocalipse, que se apressa a esconder do Dragão o próprio filho. E Deus protege-a (cf. Ap 12, 6).

Pensai na profundidade que aqui se abre! Existem muitos lugares-comuns, às vezes até ofensivos, sobre a mulher tentadora que inspira o mal. Mas há espaço para uma teologia da mulher, à altura desta bênção de Deus, para ela e para a geração!

Contudo, a misericordiosa tutela de Deus em relação ao homem e à mulher nunca falta a ambos. Não nos esqueçamos disto! A linguagem simbólica da Bíblia diz-nos que antes de os afastar do jardim do Éden, Deus fez vestes de pele para o homem e para a mulher, e cobriu-os (cf. Gn 3, 21). Este gesto de ternura significa que até nas dolorosas consequências do nosso pecado Deus não quer que permaneçamos nus e abandonados ao nosso destino de pecadores. Esta ternura divina, este esmero por nós, vemo-lo encarnado em Jesus de Nazaré, Filho de Deus «nascido de mulher» (Gl 4, 4). E são Paulo diz ainda: «Quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós» (Rm 5, 8). Cristo, nascido de mulher, de uma mulher! É a carícia de Deus sobre as nossas feridas, erros e pecados. Mas Deus ama-nos tal como somos e quer fazer-nos progredir neste projecto; a mulher é mais forte e leva em frente este projecto.

A promessa que Deus faz ao homem e à mulher, na origem da história, inclui todos os seres humanos, até ao fim da história. Se tivermos fé suficiente, as famílias dos povos da terra reconhecer-se-ão nesta bênção. Contudo, quem se deixar comover por esta visão, independentemente do povo, nação ou religião de pertença, que se ponha a caminho connosco. Será nosso irmão e irmã, sem fazer proselitismo. Caminhemos juntos com esta bênção e com esta finalidade de Deus, de nos tornarmos todos irmãos na vida, num mundo que caminha em frente e que nasce precisamente da família, da união entre o homem e a mulher. Deus vos abençoe, famílias de todos os cantos da terra! Deus abençoe todos vós!

Fonte:  http://w2.vatican.va/content/vatican/pt.html