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Bebê abandonado em um presépio

Pe. Heanue/Arquivo Pessoal
g1.globo.com

O recém-nascido foi encontrado pelo vigia na manjedoura do Santo Menino Jesus, ainda com o cordão umbilical. Rapidamente foi levado ao hospital Jamaica, agora está em condições estáveis

 

          O zelador da igreja do Menino Jesus do Queens, um dos maiores distritos de Nova York, nessa segunda-feira à noite, viu-se confrontado com uma cena inacreditável. Alertado pelo choro de um bebê, foi até o presépio colocado em uma capela, onde encontrou um pequeno ainda com o cordão umbilical, entre as estátuas da Sagrada Família.

          Segundo a polícia, o recém-nascido tinha quatro ou cinco horas de vida quando foi encontrado, evidentemente abandonado pela sua mãe. O pároco Christopher Heanue escreveu na página do Facebook que a criança pesa pouco mais de 5 quilos e mede 43 cm. “Eu acredito – disse o religioso – que a mãe encontrou neste lugar o seu ‘refúgio’, o lugar onde o seu filho seria acolhido”

          A história tocou também mons. Octavio Cisneros, bispo auxiliar da Diocese do Brooklyn, que disse: “Há uma criança, envolta em panos, em um guardanapo”, convidando a rezar “por ele, pelos seus pais e por quem vai recebe-lo na sua casa”.

O bebê está agora internado no hospital Jamaica e o seu quadro clínico está estável. A identidade da mãe é ainda desconhecida, embora a polícia disse ao New York Times que as câmeras registraram as imagens de uma mulher, não ainda identificada, que chega com um bebê na sacola e sai da Igreja sem ele.

          No Estado de Nova York existe uma lei, L’Abandoned Infant Protection Act, que consente abandonar anonimamente recém-nascidos em certos lugares específicos, como hospitais, quartéis de bombeiros, delegacias de polícia e igrejas, mas com a condição de que a criança seja confiada a alguém ou que as autoridades sejam imediatamente avisadas. O presépio não estava ainda arrumado completamente quando o pequeno foi deixado neste lugar incomum.


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“A verdade está no mundo à nossa volta”

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Os jardins do palácio de Pela, capital da Macedônia, hoje parte da Grécia, foi um local que despertou a genialidade de um dos maiores pensadores da história. Nascido em Estagira, no nordeste grego, Aristóteles foi ainda criança para Pela quando seu pai, Nicômaco, foi chamado para ser o médico do avô de Alexandre, o Grande. Conta-se que Aristóteles brincava nos jardins do palácio e se interessava por quase tudo a sua volta: insetos, plantas, ervas daninhas. Por volta dos 18 anos, ficou órfão e gastou o que herdara do pai em vinho e festa. Em 367 a.C., ele partiu para Atenas e ingressou na Academia de Platão – e de bon vivant se tornou um dos maiores gênios dafilosofia.

Aristóteles entrou na escola apenas como ouvinte, mas Platão logo percebeu que ele não era um aluno qualquer e lhe deu a missão de lecionar retórica. Ele permaneceu na Academia por 20 anos até a morte do mestre, quando, insatisfeito com os rumos que a escola tomava, seguiu para a Macedônia para dar lições a Alexandre, O Grande. Antes disso, casou-se duas vezes e teve Nicômaco, seu único filho. Aristóteles aprendeu muito com o mestre Platão, mas foi também seu maior crítico. O filósofo não acreditava na teoria do mundo das ideias apresentada no Mito da Caverna. Para ele, o mundo real, a natureza, não tem nada de ilusório. Aristóteles acreditava que a verdade está neste mundo e não em um universo paralelo, como acreditava Platão. Aristóteles dizia que eram os homens que formulavam os conceitos a respeito das coisas para poder reconhecê-las. Veja o exemplo de uma cadeira. Depois de observar centenas de cadeiras, nós mesmos poderíamos definir o que era o conceito de cadeira e, desta forma, reconheceríamos um exemplar quando nos deparássemos com uma. E a cadeira na qual estamos sentados agora não é apenas um simulacro de uma cadeira verdadeira existente no mundo das ideias, como Platão diria. O pupilo também não acreditava na dialética como um método seguro de conhecimento. Para Aristóteles, debater ideias é bom para a política e a retórica, mas não é indicada para a filosofia ou para a ciência. Assim, ele fundou a lógica, que definiu como um instrumento seguro para conhecer o mundo.

Aristóteles tratou de absolutamente todos os temas da sua época com uma profundidade revolucionária. As contribuições aristotélicas na metafísica, retórica, ética, filosofia política, além da matemática, da física e da zoologia, são ainda hoje citadas em faculdades mundo afora. Um dos seus principais legados foi no campo da lógica, onde sistematizou o estudo propondo uma abordagem semântica, ou seja, analisando como duas premissas podem formar uma conclusão verdadeiramente indiscutível.

Apenas a medicina passou ao largo da erudição aristotélica, mas até para isso o gênio tinha uma resposta: ele se focava em áreas que tinham déficit de conhecimento, o que julgou não ser o caso da medicina. Além das contribuições à ciência, é de Aristóteles uma das ideias mais originais sobre felicidade. Desde Sócrates, os filósofos vinham se perguntando como, afinal, o ser humano deveria viver. Aristóteles acreditava que era preciso buscar a felicidade. Ele usava a palavra eudaimonia para explicar que felicidade era na verdade uma busca racional para se tornar um ser humano melhor, justo e bom. Mas ele também não era ingênuo e sabia que ser feliz dependia de alguma forma dos bens materiais, já que eles facilitam a prática de ações nobres.


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O AMOR COMO ESTADO DA ALMA EM PLOTINO

Artigo disponibilizado pelo aluno do Instituto de Filosofia e Teologia – Santa Cruz,

Walisson Rodrigues Freitas*.

A ele nossos agradecimentos pela partilha do seu trabalho, fruto do seu curso de Filosofia.

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RESUMO: Este estudo tem como objetivo analisar a III, 5 [50], Enéada (tratado), no qual Plotino  discorre sobre o amor como estado da alma, que é característico de todo ser vivente. O amor que emanou do encontro da ardorosa contemplação com o objeto contemplado. E a alma sendo divisa e indivisa, aquela que anima os corpos e os conecta com o Supremo. Esse amor como estado da alma se dá de duas formas; pelos homens que desejam a beleza e pelos homens que desejam a beleza e se preocupam com a descendência. Portanto, o amor do homem no mundo sensível que vai distinguir se esse amor o eleva para o Supremo ou a beleza terrena o basta, privando assim o homem de unir-se ao Supremo-Bem. Nos tempos modernos é muito comum a palavra “amor”, sendo aqui neste trabalho explanado a complexidade dessa palavra e a seriedade que sempre existiu ao falar sobre este termo tão usado. Plotino, um dos maiores expoentes do período religioso, exerceu fortes influências para os estudos de muitos filósofos, com suas teorias místico-religiosas, será o grande pesquisado para dar às devidas respostas as perguntas que infere diretamente ao amor como estado da alma.

Palavras-chave: amor, estado da alma, Plotino.

INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo refere-se ao ‘amor’ como estado da alma, segundo Plotino. Amor, uma palavra comum, tantas vezes usada para diversos fins, entretanto as explicações e os conceitos dessa palavra e/ou sentimento são muitos. Como o amor infere diretamente como estado da alma segundo o pensamento plotiniano é a primeira delimitação deste estudo. O estado da alma refere-se ao desejo de união com o belo. De onde pode nascer as diferentes formas de amor é que será mais abordado neste estudo. Tais explicações são buscadas em Plotino, considerado como o pai do neoplatonismo. Plotino exerceu forte influência sobre o pensamento cristão, islâmico e judaico e seus escritos tem desempenhado papel fundamental na história do pensamento ocidental, sendo a escolha desse filósofo, a segunda delimitação deste estudo.

Para que haja um caminho a ser traçado, para melhor acompanhamento do pensamento plotiniano, três perguntas são essenciais como problematização do tema a ser tratado, estas são: Qual a definição de amor para Plotino?; O que Plotino diz referente à alma? e Qual a relação entre amor e estado da alma em Plotino?

Neste dado momento em que estamos, se faz necessário e importante procurar por uma definição racional e filosófica acerca do que move o ser humano, as palavras e as “ondas” que regem a humanidade. Estamos na era da relativização em que herdamos, sem saber, o pensamento do sofista[1] Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”, para tanto, em que sentido o amor deve ser o estado de alma do homem? Este trabalho tem por finalidade responder esta e todas as perguntas já expostas a respeito do amor e como ele infere diretamente como estado de alma no ser humano.

Como objetivo geral, buscar-se-á compreender em Plotino o amor como estado da alma, e como objetivos específicos, entender o amor e sua finalidade, compreender a essência da alma e identificar a inferência direta do amor como estado da alma.

Para este trabalho foi utilizado pesquisas bibliográficas que terá como alicerce fundamental, o livro: Plotino, Tratado das Enéadas. Será também usado várias fontes como outros livros e artigos científicos, que indubitavelmente auxiliarão na compreensão do assunto abordado. O método utilizado foi o hipotético-dedutivo.

Artigo- Walisson Rodrigues -Clique Aqui-


[1] “Sofista” é um termo que significa “sábio”, “especialista do saber”. A acepção do termo, que em si mesma é positiva, tornou-se, porém, negativa sobretudo pela tomada de posição fortemente polêmica de Platão e Aristóteles. Como já havia feito Sócrates, eles sustentaram que o saber dos sofistas era “aparente” e não “efetivo” e que, ademais, não era professado tendo em vista a busca desinteressada da verdade, mas sim com objetivos de lucro. (REALE, 1990)

 

*Seminarista da Diocese de Itumbiara-Goiás, atualmente cursando o segundo período de Filosofia. 

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Divulgado programa da Viagem do Papa à África

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o programa da viagem do Papa Francisco à África, a ser realizada de 25 a 30 de novembro próximos. Serão três os países a acolher o Pontífice: Quénia, Uganda e República Centro Africana.

http://pt.aleteia.org
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O Quénia, primeira etapa da viagem, receberá o Santo Padre na quarta-feira, 25 de novembro, às 17 horas. Em Nairobi o Papa fará uma visita de cortesia ao Presidente da República e participará do encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático. Já na quinta-feira, 26, o Papa começará o dia participando no encontro inter-religioso e ecuménico, seguido pela Missa no Campus universitário da capital. Na parte da tarde, o encontro com o clero e os religiosos e a visita ao Escritório da ONU de Nairobi. Na sexta-feira, 27, o Papa visitará o bairro pobre de Kangemi. Às 10 horas, o encontro com os jovens no Estádio Kasarani e logo a seguir o encontro com o episcopado do país.

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Na parte da tarde o Santo Padre segue para Entebe, Uganda, onde logo após a chegada realiza uma visita de cortesia ao Presidente da República e o encontro com as autoridades e o Corpo Diplomático. A seguir dirige-se a Munyonyo para uma saudação aos catequistas e professores. No sábado, dia 28, o Papa visita os dois Santuários dedicados aos mártires ugandeses, católicos e anglicanos. Às 9h30 preside à Santa Missa pelos Mártires de Uganda na área do Santuário católico. Em seguida, o encontro com os jovens em Kololo Air Strip em Kampala, a visita à Casa de Caridade Nalukolongo e os encontros com os bispos de Uganda e com o clero e religiosos.

No Domingo 29 de novembro, o Papa partirá para Bangui, na República Centro Africana, onde a chegada está prevista para às 10 horas. O primeiro compromisso é a visita de cortesia ao Presidente de transição do país, seguida pelo encontro com a classe dirigente e com o Corpo Diplomático. Às 12h15 a visita ao campo de refugiados, seguido pelos encontros com os Bispos centro-africanos e com os evangélicos. Às 17 horas presidirá à Missa com o clero, os religiosos e os jovens na Catedral de Bangui. O dia termina às 19 horas com a confissão de alguns jovens e a vigília de oração na esplanada diante da Catedral.

Na segunda-feira, dia 30 de novembro, o Papa encontra a comunidade muçulmana na Mesquita Central de Koudoukou em Bangui. Às 9h30 a Missa no Estádio do Complexo desportivo Barthélémy Boganda.

Por fim, o Papa Francisco parte às 12h30 do Aeroporto Internacional “M’Poko”, de Bangui, sendo a chegada ao aeroporto de Roma-Ciampino  prevista para às 18h45min. (BS/JE)


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“Cuidado com os sacerdotes rígidos e na admissão nos seminários”. E aos bispos: “Presentes na diocese, ou então, renunciem!”


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Roma, 20 de Novembro de 2015 (ZENIT.org) Salvatore Cernuzio | 1 visita

Roma, 20 de Novembro de 2015 (ZENIT.org) Salvatore Cernuzio | 1 visita

Flores, frutos, fungos e folhas secas. Depois: sacerdotes rígidos que “mordem”; seminaristas quase sádicos, porque, no fundo, “doentes mentais”; mães que dão “palmadas espirituais” e bispos que só viajam e se preocupam pouco dos problemas na diocese e que, talvez, fariam melhor em “se demitirem”. Essas são as imagens e as metáforas que pontilham o “compêndio” sobre a formação e o ministério dos sacerdotes que Francisco desenhou hoje durante a sua longa audiência aos participantes do Congresso na Pontifícia Universidade Urbaniana, promovido pela Congregação para o Clero por ocasião do 50º aniversário dos Decretos Conciliares Optatam totius e Presbyterorum ordinis. Dois decretos que – diz o papa – são “uma semente” lançada pelo Concílio “no campo da vida da Igreja” e que durante estas cinco décadas “cresceram, se tornaram uma planta vigorosa, embora com algumas folhas secas, mas, especialmente com muitas flores e frutos que adornam a Igreja de hoje”. Juntos, esses dois são “duas metades de uma realidade única: a formação dos sacerdotes, que dividimos em inicial e permanente, mas que constitui por si só uma única experiência de discipulado”.

Os padres são homens, não formados em laboratório.

“O caminho de santidade de um padre começa no seminário!”, destaca Bergoglio, identificando três fases tópicas: “tomados dentre os homens”, “constituídos em favor dos homens”, presentes “no meio dos outros homens”. “Tomados dentre os homens” no sentido de que “o sacerdote é um homem que nasce em um certo contexto humano; ali aprende os primeiros valores, absorve a espiritualidade do povo, se acostuma às relações”. “Até mesmo os sacerdotes têm uma história”. Não são “fungos” que “surgem de repente na Catedral no dia da sua ordenação”, diz Francisco. É importante, por isso, que os formadores e os próprios sacerdotes tenham em conta tal história pessoal ao longo do caminho de formação. “Não se pode ser sacerdote acreditando que se formou em um laboratório”, acrescenta de improviso, “não, começa na família com a tradição da fé e todas as experiências da família”. É necessário, portanto, que toda a formação “seja personalizada, porque é a pessoa concreta que é chamada ao discipulado e ao sacerdócio”.

Família primeiro centro vocacional. “Não se esqueçam mães e avós”.

Acima de tudo, devemos lembrar o fundamental “centro de pastoral vocacional” que é a família: “igreja doméstica e primeiro e fundamental lugar de formação humana”, onde pode germinar “o desejo de uma vida concebida como caminho vocacional”. “Não se esqueçam das vossas mães e das vossas avós”, exorta Francisco. Depois, elenca os outros contextos comunitários: “escola, paróquia, associações, grupos de amigos”, onde – diz – “aprendemos a estar em relação com pessoas concretas, nos fazemos modelar da relação com eles, e nos tornamos o que somos também graças a eles”.

“Um bom sacerdote”, portanto, “é antes de tudo um homem com a sua própria humanidade, que conhece a sua própria história, com as suas riquezas e as suas feridas, e que aprendeu a fazer as pazes com ela, alcançando a serenidade de fundo, própria de um discípulo do Senhor”, destaca Francisco. Por isso, “a formação humana” é necessária para os sacerdotes, “para que aprendam a não serem dominados pelos seus limites, mas, sim, a construir sobre os seus talentos”.

“Sacerdotes neuróticos? Não pode… Que passem por um médico para tomar remédio”

Além do mais um padre em paz consigo mesmo e com a sua história “saberá difundir serenidade ao seu redor, também nos momentos difíceis, transmitindo a beleza da relação com o Senhor”. Não é normal, de fato, “que um sacerdote seja triste muitas vezes, nervoso ou duro de caráter”, observa o Papa Francisco: “Não está bem e não faz bem, nem ao sacerdote, nem ao seu povo. Mas se você tem uma doença e é neurótico, vá a um médico! A um médico clínico que te dará um comprimido que te fará bem. Também dois! Mas, por favor, que os fieis não falem das neuroses dos padres. E não batam nos fieis”.

Os sacerdotes são, de fato, “apóstolos da alegria” e com a sua atitude podem “favorecer ou obstruir o encontro entre o Evangelho e as pessoas”. “A nossa humanidade é o vaso de barro’ onde guardamos o tesouro de Deus”; é necessário, por isso, cuidar “para transmitir bem o seu precioso conteúdo”. Nunca um sacerdote deve “perder a capacidade de alegria. Se a perde existe algo errado”, recomenda o Santo Padre.

E admite que “honestamente” tem medo dos rígidos: “é melhor ficar longe dos sacerdotes rígidos, eles mordem”, diz com ironia. “Lembro-me daquilo que disse Santo Ambrósio no século IV; onde há a misericórdia está o espírito do Senhor. Onde há a rigidez, estão só os seus ministros. E o ministro sem o Senhor se torna rígido. E isso é um perigo para o povo de Deus”.

“Nunca, jamais, perder as próprias raízes!”

Além disso, um padre – comenta Francisco – “não pode perder as suas raízes, é sempre um homem do povo e da cultura que o gerou”. “As nossas raízes nos ajudam a recordar quem somos e de onde Cristo nos chamou. Nós, sacerdotes, não caímos do céu, mas somos chamados por Deus, que nos tira ‘dentre os homens’, para constituir-nos em ‘favor dos homens’”.

A este respeito, o Papa contou uma anedota: “Na Companhia, alguns anos atrás, havia um bom padre, bom, jovem, dois anos de sacerdócio… entrou em crise, falou com o padre espiritual, com os superiores, os médicos: ‘vou embora, não aguento mais’. Eu conhecia a sua mãe, pessoa humilde, não uma dessas ‘mulherzinhas’… e lhe disse: ‘Por que você não vai até a sua mãe e lhe conta tudo?’. E ele foi, passou um dia com a mãe. Voltou assim. A mãe lhe deu dois tapas espirituais, lhe disse 3 ou 4 verdades, colocou-o no seu lugar, e seguiu adiante. Por quê? Porque voltou à raiz”.

“Ore como você aprendeu a rezar quando criança”

Assim, “no seminário – explicou o Papa – você deve fazer a oração mental. Sim, sim, isso deve ser feito, aprender. Mas, antes de tudo, reze como te ensinou a sua mãe, cmo aprende a rezar de criança. Até com as mesmas palavras. Comece a rezar assim, depois avançarás na oração”.

Pastores, e não os funcionários

As raízes, então. “Este é um ponto fundamental da vida e do ministério dos sacerdotes”, diz Francisco. O outro é que “se torna sacerdotes para servir os irmãos e as irmãs”. Porque “não somos sacerdotes para nós mesmos e a nossa santificação é intimamente ligada à do nosso povo, a nossa unção à sua unção”. Saber e recordar que somos “constituídos para o povo”, ajuda o sacerdote “a não pensar em si, a ser crível e não autoritário, firme mas não duro, alegre mas não superficial”. Em suma, “pastores, não funcionários”. Muito menos o sacerdote é “um profissional da pastoral ou da evangelização, que chega e faz o que deve – talvez bem, mas como se fosse um trabalho – e depois vai embora viver uma outra vida”. Não, não, “o que nasceu do povo, com o povo deve permanecer”. O sacerdote está sempre “no meio dos outros homens” e “vira-se sacerdote para estar no meio do povo”, reitera Bergoglio.

Bispos compromissados e viajantes: “Se você não está a fim de permanecer na diocese, peça demissão”

Portanto, a “proximidade” é um requisito básico, que também é necessário para os “irmãos bispos”. “Quantas vezes – diz o Papa – escutamos queixas dos sacerdotes: ‘Mas liguei para o bispo porque eu tenho um problema, a secretária me disse que ele está muito ocupado, que está viajando, que só pode me atender dentro de três meses! Um bispo sempre ocupado, graças a Deus. Mas se você, bispo, recebe o chamado de um padre e não pode encontra-lo porque tem muito trabalho, pelo menos pegue um telefone e ligue para ele. E pergunte ‘mas é urgente, não é urgente?’, de forma que ele sente que você está próximo”.

Infelizmente, porém “há bispos que parecem afastar-se dos sacerdotes”, onde “proximidade” também pode ser um telefonema”, um simples sinal “de amor paterno, de fraternidade”, mais prioridade do que uma conferência em tal cidade” ou uma viagem à América”. do que a” conferência na cidade “ou” uma viagem na América. “” Mas escute, eh! “, diz Francisco, “o decreto de residência de Trento ainda está vigente e se você acha que não consegue ficar na diocese, peça demissão! E roda o mundo fazendo outro apostolado muito bom… Mas se você é bispo daquela diocese: residência”

O bem que padres e bispos podem fazer “vem principalmente da proximidade deles e de terno amor pelas pessoas”. Porque não são “filantropos ou funcionários”, na verdade, mas “pais e irmãos” que devem garantir “entranhas de misericórdia, olhar amoroso”. “A paternidade de um sacerdote faz muito bem” no sentido de “fazer experimentar a beleza de uma vida vivida segundo o Evangelho e o amor de Deus que se concretiza através de seus ministros.”

“Se não é possível absolver, pelo menos dê uma benção”

Porque “Deus não rejeita nunca”. E aqui uma outra “palmada” do Papa, tudo no improviso: “Penos nos confessionários – diz -, sempre e possível achar caminhos para dar a absolvição. Algumas vezes não é possível absolver. Mas tem padres que dizem: ‘Não, isso não se pode fazer, vá embora!’. Este não é o caminho… Se você não pode dar a absolvição explique: ‘Deus te ama muito. Para chegar a Deus existem muitos caminhos. Eu não posso te dar a absolvição, então, te dou a benção. Volte, volte sempre aqui que eu, cada vez, te darei a benção como sinal de que Deus te ama. E aquele homem, aquela mulher, sairá cheio de alegria porque encontrou o ícone do Pai que não rejeita nunca”.

Um padre não tem “espaços privados”

Francisco, portanto, convidou a um “bom exame de consciência” útil para orientar a própria vida e os próprio ministério a Deus: “Se o Senhor voltasse hoje, onde me encontraria? O meu coração está aonde? No meio das pessoas, orando com e para as pessoas, envolvido com as suas alegrias e sofrimentos, ou, no meio das coisas do mundo, dos trabalhos terrenos, dos meus ‘espaços’ privados?”. Atenção – diz ele – porque “um padre não pode ter um espaço privado ou está com o Senhor. Acho que os sacerdotes que conheci na minha cidade, quando não havia nenhuma secretária telefônica, dormiam com o telefone debaixo da mesa e quando as pessoas ligavam, se levantavam e iam dar a unção. Ninguém morria sem os sacramentos… Nem mesmo no descanso tinham um espaço privado. Isso é ser apostólico”.

“Olhos abertos nas admissões nos seminários. Atrás dos rígidos existem transtornos mentais”

Um último pensamento, antes de concluir, Francisco o faz também improvisando sobre o tema difícil do discernimento vocacional e a admissão ao seminário. Temos que “procurar a saúde daquele jovem”, recomenda, a “saúde espiritual, material, física, psíquica”. Outra anedota: “Uma vez, recém-nomeado mestre de noviços, ano ’72, fui levar pela primeira vez à psiquiatra os resultados do teste de personalidade que se fazia como um dos requisitos do discernimento. Ela era uma boa mulher e uma boa cristã, mas em alguns casos era inflexível: “Esse não pode”. “Mas, doutora, é um jovem tão bom!”. “Mas saiba, padre – explicava a psiquiatra ao futuro Papa – existem jovens que sabem inconscientemente que são psicologicamente enfermos e procuram para as suas vidas estruturas fortes para defende-los e assim poderem seguir em frente. E estão bem até o momento em que se sentem bem estáveis, depois, ali começam os problemas…”.

“Você não pensou no porquê existem tantos policiais torturadores?”, Perguntava a mulher, “entram jovens, parecem sadios, mas quanto se sentem seguros a doença começa a sair”. Polícia, exército, clero, são, de fato, “as instituições fortes que estes doentes inconscientes procuram”, observa o Papa Francisco, “e depois, muitas doenças que todos nós conhecemos”. “É interessante – acrescenta -: quando um jovem é muito rígido, muito fundamentalista, eu não confio. Detrás daquilo existe algo que ele mesmo não sabe”.

Portanto, uma clara advertência: “Cuidado com as admissões para os seminários, olhos abertos.”

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PAPA FRANCISCO

AUDIÊNCIA GERAL

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

Com esta reflexão chegamos ao limiar do Jubileu, é iminente. À nossa frente está a porta, mas não só a porta santa, a outra: a grande porta da Misericórdia de Deus — e é uma porta bonita! — que recebe o nosso arrependimento oferecendo a graça do seu perdão. A porta é generosamente aberta, e devemos ter um pouco de coragem para cruzar o limiar. Cada um de nós tem dentro de si situações que pesam. Todos somos pecadores! Aproveitemos este momento que chega e cruzemos o limitar desta misericórdia de Deus, que nunca se cansa de perdoar, nunca se cansa de nos esperar! Observa-nos, está sempre ao nosso lado. Coragem! Entremos por esta esta porta!

Do Sínodo dos Bispos, que celebramos no passado mês de Outubro, todas as famílias e a Igreja inteira receberam um grande encorajamento a encontrar-se no limiar desta porta aberta. A Igreja foi animada a abrir as suas portas, para sair com o Senhor ao encontro dos filhos e das filhas a caminho, às vezes incertos, por vezes confusos, nestes tempos difíceis. As famílias cristãs, em particular, foram encorajadas a abrir a porta ao Senhor que espera entrar, trazendo a sua bênção e a sua amizade. E se a porta da misericórdia de Deus está sempre aberta, também as portas das nossas igrejas, das nossas comunidades, das nossas paróquias, das nossas instituições e das nossas dioceses devem estar abertas, a fim de que todos possamos sair para levar esta misericórdia de Deus. O Jubileu significa a grande porta da misericórdia de Deus, mas também as pequenas portas das nossas igrejas, abertas para permitir que o Senhor entre — ou muitas vezes que o Senhor saia — prisioneiro das nossas estruturas, do nosso egoísmo e de tantas situações.

O Senhor nunca força a porta: até Ele pede autorização para entrar. O Livro do Apocalipse diz: «Estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei na sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo» (3, 20). Mas imaginemos o Senhor que bate à porta do nosso coração! E na última grande visão deste Livro do Apocalipse, assim se profetiza sobre a Cidade de Deus: «As suas portas não se fecharão de dia», o que significa para sempre, porque «já não haverá noite» (21, 25). No mundo ainda há lugares onde não se fecham as portas à chave. Mas existem muitos onde as portas blindadas se tornaram normais. Não devemos render-nos à ideia de ter que aplicar este sistema à nossa vida inteira, à vida da família, da cidade, da sociedade. E muito menos à vida da Igreja. Seria terrível! Uma Igreja inóspita, assim como uma família fechada em si mesma, mortifica o Evangelho e torna o mundo árido. Não às portas blindadas na Igreja, não! Tudo aberto!

A gestão simbólica das «portas» — dos umbrais, das passagens, das fronteiras — tornou-se crucial. Sem dúvida, a porta deve preservar, mas não rejeitar. A porta não deve ser forçada, ao contrário, é preciso pedir autorização, porque a hospitalidade resplandece na liberdade do acolhimento e ofusca-se na prepotência da invasão. A porta abre-se frequentemente, para ver se fora há alguém que aguarda e talvez não tenha a coragem nem sequer a força para bater. Quantas pessoas perderam a confiança, não têm a coragem de bater à porta do nosso coração cristão, à porta das nossas igrejas… E estão ali, sem coragem, porque os privamos da confiança: por favor, que isto nunca se verifique! A porta diz muito da casa, e também da Igreja. A gestão da porta requer um discernimento atento e, ao mesmo tempo, deve inspirar grande confiança. Gostaria de dedicar uma palavra de gratidão a todos os guardiões das portas: dos nossos condomínios, das instituições cívicas, das próprias igrejas. Muitas vezes a prudência e a gentileza da portaria são capazes de conferir uma imagem de humanidade e de hospitalidade à casa inteira, já a partir da entrada. É preciso aprender destes homens e mulheres, que são guardiões dos lugares de encontro e de acolhimento da cidade do homem! Muito obrigado a todos vós, guardiões de tantas portas, quer sejam portas de habitações, quer de igrejas! Mas sempre com um sorriso, sempre mostrando a hospitalidade desta casa, dessa igreja, e assim as pessoas sentem-se felizes e bem-vindas naquele lugar.

Na verdade, sabemos que nós mesmos somos os guardiões e os servos da Porta de Deus, mas como se chama a Porta de Deus? Jesus! Ele ilumina-nos em todas as portas da vida, inclusive nas portas do nosso nascimento e da nossa morte. Ele mesmo afirmou: «Eu sou a porta: se alguém entrar por mim será salvo; tanto entrará como sairá, e encontrará pastagem» (Jo 10, 9). Jesus é a porta que nos faz entrar e sair, porque o redil de Deus é um abrigo, não uma prisão! A casa de Deus é um abrigo, não uma prisão, e a porta chama-se Jesus! E se a porta estiver fechada digamos: «Senhor, abre a porta!». Jesus é a porta e faz-nos entrar e sair. São os ladrões aqueles que procuram evitar a porta: é curioso, os ladrões procuram sempre entrar por outro lado, pela janela, pelo telhado, mas evitam a porta, porque têm más intenções e entram sorrateiramente no aprisco para enganar as ovelhas, para se aproveitar delas. Devemos passar pela porta e ouvir a voz de Jesus: se ouvirmos o tom da sua voz, estaremos seguros, seremos salvos. Podemos entrar sem medo e sair sem perigo. Neste bonito discurso de Jesus, fala-se também do guardião, que tem a tarefa de abrir ao bom Pastor (cf. Jo 10, 2). Quando o guardião ouve a voz do Pastor, então abre e faz entrar as ovelhas que o Pastor traz consigo, todas, inclusive aquelas que se perderam nos bosques, e que o bom Pastor foi resgatar. As ovelhas não são escolhidas pelo guardião, nem pelo secretário paroquial, nem sequer pela secretária da paróquia; as ovelhas são todas convidadas, escolhidas pelo bom Pastor. O guardião — também ele — obedece à voz do Pastor. Assim, poderíamos dizer que devemos ser como aquele guardião. A Igreja é a porteira da casa do Senhor, não a dona da casa do Senhor!

A Sagrada Família de Nazaré sabe bem o que significa uma porta aberta ou fechada, para quem espera um filho, para quantos não têm abrigo, para quem deve fugir do perigo! As famílias cristãs façam da sua soleira de casa um pequeno grande sinal da Porta da misericórdia e da hospitalidade de Deus. É precisamente assim que a Igreja deverá ser reconhecida em todos os recantos da terra: como a sentinela de um Deus que bate à porta, como o acolhimento de um Deus que não nos fecha a porta na cara, com a desculpa de que não somos de casa. Aproximemo-nos do Jubileu com este espírito: haverá a porta santa, mas também a porta da grande misericórdia de Deus! Haja também a porta do nosso coração, para recebermos todos o perdão de Deus e, por nossa vez, darmos o nosso perdão, recebendo todos aqueles que batem à nossa porta.

Fonte:

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2015/documents/papa-francesco_20151118_udienza-generale.html