Publicado em Filosofia, Humanismo, Monografias Filosóficas

O conceito de amor em Eric From: uma análise psico-filosófica

Diante das dimensões existenciais do homem, este trabalho faz um estudo sobre um dos grandes problemas da sociedade, a falta de Amor. Este tema reflete realisticamente as forças políticas, econômicas, sociológicas, filosóficas, psicológicas e outras, que conformam a problemática vivida pelo mundo atual.

Compreender o significado do amor na vida do homem e, analisar sobre quais planos que se pauta suas ações, são objetivos da pesquisa. Quase tudo é mais considerado importante do que o amor: o sucesso, o prestígio, o dinheiro, o poder. Quase toda a energia é utilizada em aprender como alcançar esses alvos e quase nenhuma é dedicada a aprender a arte de amar.

Tudo isso é observado em nossa cultura que se baseia no apetite da compra e na ideia de uma troca mutuamente favorável. A maioria das pessoas vê o problema do amor, antes de tudo, como o de ser amado, em lugar do de amar.

As medidas sugeridas para a solução estão no cultivo deste grande valor e, sobretudo, no desenvolvimento da árdua capacidade de dar de si, a vida, promovendo uma autêntica interrelação.[1]

Wallison Rodrigues da Silva[2]

Palavras-chave: amor, existência humana, valores, interrelação, sociedade.

Íntegra do TCC: O conceito de amor em Eric From: uma análise psico-filosófica


[1] Resumo do TCC apresentado em 1º de dezembro de 2011.

[2] Seminarista da Diocese de São Luis de Montes Belos, no 1º ano de Teologia.

Publicado em Filosofia, Monografias Filosóficas

A verdade como adequação do intelecto à coisa, na perspectiva de Tomás de Aquino

Efígie de Tomás de Aquino

A verdade, para Tomás de Aquino, se dá como adequação. No sentido formal, adequação do intelecto com a coisa, não obstante, considerando a verdade ontológica como o fundamento da verdade lógica. Assim, a verdade, enquanto produção da realidade no intelecto, não depende do juízo da alma, e sim da própria existência da realidade.

S. Tomás afirma que as coisas, isto é, a realidade está situada entre dois intelectos: o divino e o humano. E se diz verdadeira segundo a relação com estes intelectos. Em relação ao intelecto divino, a coisa se diz verdadeira na medida em que corresponde ao pensar criador de Deus, que a idealiza. Assim, a verdade ontológica é definida como adequação de uma coisa com a ideia que a pensa. Por outro lado, na relação com o intelecto humano, a coisa se diz verdadeira na medida em que é apta a fazer com que seja conhecida pelo intelecto humano; ou seja, na medida em que nos é inteligível.

E, neste sentido, Tomás afirma que todas as coisas são inteligíveis ao intelecto humano, uma vez que a razão de sua inteligibilidade, como também a inesgotabilidade de sua verdade seja o fato de sua condição de ser criatura. O fato das coisas serem criadoramente pensadas por Deus, segundo o aquinate, fundamenta o seu ser inteligível, como também o seu ser inesgotável ao intelecto humano. Assim, concebendo as coisas como pensamento de Deus, infere que nenhuma coisa é falsa, pois Deus é concebido como a verdade eterna, da qual todas as verdades possuem o seu fundamento.

Desta forma, a verdade ontológica é o fundamento da verdade formal. Assim como Tomás[1] afirma: “a verdade, produzida na inteligência pelas coisas criadas, não depende do juízo da alma, e sim da própria existência das coisas”. Neste sentido, pode-se compreender com mais razão a teoria do conhecimento tomista, que afirma que o conhecer humano inicia-se nos sentidos.

Acerca disso, ele afirma que o conhecimento inicia-se nos sentidos, mas se constitui como algo espiritual; ou seja, universal pela ação do intelecto. Enfatizando, assim, o aspecto espiritual da alma humana, que necessita do corpo para conhecer. Condição, com efeito, que não nega a superioridade das potências intelectivas sobre as sensitivas, que apresentam unicamente o aspecto passivo frente o mundo, enquanto as faculdades intelectivas, embora apresentem um aspecto passivo, são também agentes frente à realidade que se dá aos sentidos.

Portanto, a verdade, para São Tomás, é enquanto tal independente de qualquer condição humana. O homem pode até deixar de existir, mas a verdade continuará existindo, pois o seu fundamento é o ser em si mesmo, compreendido enquanto Deus, o fundamento de toda existência. Assim, a verdade entendida enquanto formalidade não corre o risco de cair num relativismo, fruto de um subjetivismo negador da realidade, enquanto fundamento de todo conhecer humano.[2]

Divino Eterno Pereira Campos[3]

Texto integral da Monografia: A verdade como adequação do intelecto à coisa, na perspectiva de Tomás de Aquino


[1] TOMÁS DE AQUINO. Sobre a verdade, q.1, a. 2, ad 3.

[2] TCC apresentado no dia 02 de dezembro de 2011 como requisito parcial para conclusão no Curso de Filosofia.

[3] Seminarista da Arquidiocese de Goiânia, concluinte do Curso de Filosofia no IFTSC em 2011.

Palavras-chave: Verdade; adequação; intelecto; coisa.