Publicado em Antropologia, Antropologia Filosófica, Monografias Teológicas

A relação entre a consciência e a experiência humana na questão antropológica de Karol Wojtyla

O Cardeal Wojyla em férias.

Karol Wojtyla busca definir o ser humano seguindo um fundamento: pessoa humana. Neste trabalho será demonstrado como essa pessoa se revela e como ela mesma se compreende. Será constatado também que a compreensão do homem como pessoa acontecerá por meio de seus atos.

Por esse motivo, percebe-se que fundamentalmente é necessário contar com dois princípios essenciais a ele: a experiência e a consciência humana, a fim de que o ato possa ser contado como elemento central na compreensão da pessoa.

Para Wojtyla, conceber o homem como pessoa, é dar sentido existencial a ele. A partir da experiência e da consciência, a pessoa terá por si o aspecto de destaque entre os demais seres, e, apesar disso, não o tornará isolado da relação com o mundo, da relação de vivência com os demais seres, com outros homens e dele com ele mesmo.

Haverá, portanto, nestas relações referidas, uma ação de experiências próprias (experiência humana). Desta relação também o homem tem acesso à sua interioridade (consciência), por meio da qual permite com que ele dê um significado e sentido determinado ao meio em que ele vive, ao modo de poder pensar sobre os valores morais e também na vivência do mandamento do amor.

A pessoa humana, possui uma interioridade e uma espiritualidade, se destaca e se difere dos demais seres existentes. Assim, Wojtyla afirmou que a ela é conhecida e também se conhece por meio de seus atos. Por causa dessa afirmação, é possível constatar que Wojtyla não desconhece a importância da análise psicológica e nem mesmo o aspecto do pensamento determinista empírico, pelo fato de ambos terem como eixo de análise os atos. Wojtyla não os ignora, mas supera algumas características deterministas, isso por causa da análise da relação entre a consciência e a experiência do ato.

A filosofia de Karol Wojtyla contribui para aproximar a perspectiva objetivista e subjetivista presente respectivamente na filosofia do ser e na filosofia da consciência, pois o estudo da pessoa em ação, para ele, mantém um estado de ser que abarca estas duas perspectivas, ou seja, um estado de ser que é concomitantemente sujeito e objeto. Assim, também a pessoa humana terá capacidade de atuar no mundo objetivo e na realidade transcendente.

Mas seu esforço não se interrompe no conhecimento da pessoa por meio de seus atos, pois Wojtyla, com o estudo da pessoa em ação, vai além. Isto é, a antropologia personalista de Karol Wojtyla alcança o seu ápice no amor, pois será somente por meio da experiência deste, que o ser humano conseguirá se perceber e, por consequência, se compreender como pessoa humana. Será também por meio do amor que essa pessoa terá acesso a uma comunidade autenticamente humana.

É, por fim, na dimensão emocional que o homem poderá ter a verdade no âmbito moral; e, se esta verdade não estiver em interação com a razão, o homem não conseguirá fazer um juízo de valores.[1]

Arpuim Aguiar Araújo[2]

Palavras-chave: Pessoa humana, ato, experiência humana, consciência, amor

Confiram a íntegra do TCC:A relacao entre a experiência humana e a consciência na questão antropológica de Karol Wojtyla

Elementos pré-textuais


[1] Excerto do TCC apresentado no dia 02 de dezembro de 2011 como requisito parcial para conclusão no Curso de Filosofia.

[2] Seminarista da Arquidiocese de Goiânia, no 1º ano de Teologia.

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A Ressurreição na morte, uma nova chave hermenêutica

Algo que muito chama a atenção é a reflexão sobre a morte, que muitos não querem fazer. Dessa forma, o presente trabalho deseja ajudar a refletir sobre esse assunto que parece tão assustador, mas que na verdade nos leva a fazermos a experiência da ressurreição, que é uma grande oferta de um Deus que ama, e que quer a vida plena de seus filhos e filhas.

Sendo assim, tematizar a morte é, por equivalência, refletir a vida, revalorizando á luz da ressurreição. Cabe, portanto, a cada um na sua liberdade acolhê-lo, para que aconteça evento tão maravilhoso. A ideia do trabalho é tomar a consciência disso.

PALAVRAS CHAVE: Vida. Morte. Inferno. Purgatório. Parusia. Ressurreição.

Confiram a íntegra do TCC: A Ressurreição na morte, uma nova chave hermenêutica

Eliézio Barros Viana[1]


[1] Seminarista da Diocese de Tocantinópolis (TO), concluiu o curso de Teologia no IFTSC em 2011.